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Intolerâncias alimentares: descubra como são feitos os exames

21/09/2020

As intolerâncias alimentares são cada vez mais comuns em pacientes de diferentes idades. Ovos, leite, crustáceos, trigo e soja estão entre os principais alimentos que costumam provocar alguma reação após o consumo, como vermelhidão na pele, coceira, dores e desconfortos estomacais.

Confira agora os principais tipos de intolerância e os exames laboratoriais que você pode fazer para identificar se é intolerante a algum tipo de alimento:


Intolerância à lactose:

Muito comum, a intolerância à lactose afeta grande parte dos brasileiros, podendo ser em grau leve, moderado ou grave. Muitas pessoas chegam a desconfiar que possuem algum grau de intolerância após consumirem alimentos derivados do leite e sentirem sintomas desagradáveis, mas acabam não fazendo o exame por não saberem ao certo como funciona.

Se você se encaixa nessa lista, fique tranquilo. Vamos explicar detalhadamente como funciona o exame para detecção da doença. Mas, antes de tudo, é importante que você entenda o que é a intolerância à lactose.

Essa disfunção se caracteriza pela incapacidade do organismo em digerir o açúcar presente na lactose – devido à deficiência ou ausência da enzima lactase. Dessa forma, a lactose chega no intestino sem ser digerida da forma que deveria e acaba favorecendo a fermentação de bactérias, resultando em sintomas e desconfortos logo após a ingestão do alimento, como cólicas, diarreias e gases.

A intolerância pode ser causada por diferentes mecanismos, como:

- Deficiência congênita na produção de lactase: o organismo não produz a enzima;

- Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais: ocorre geralmente em crianças menores de um ano, devido à morte das células da mucosa intestinal, que são produtoras da lactase. Esse é um caso de tolerância temporária, pois as células são repostas pelo organismo e, dessa forma, o corpo volta a produzir a lactase;

- Deficiência primária ou ontogenética: é o tipo mais comum de intolerância e acontece devido à diminuição natural da produção de lactase.

O exame pode ser realizado de forma precisa em um laboratório de análises clínicas, após a prescrição de um médico.

Saiba como é feito o exame de intolerância à lactose:

Existem diferentes tipos de exame que podem diagnosticar a intolerância, entretanto, os mais comuns são os exames de sangue, entre eles o Teste Genético e a Curva de Lactose – que são realizados aqui no Laboratório Fleming.

 

Como funciona o Teste Genético?

Esse tipo de teste é o mais simples e prático! É necessário apenas uma coleta de sangue e não precisa que o paciente esteja em jejum. Outra vantagem é que o paciente também não precisa ingerir nenhum tipo de líquido e aguardar horas no laboratório para realizar mais coletas.

O Teste Genético de Intolerância à Lactose é capaz de identificar duas variantes no gene MCM6, que estão associadas à deficiência de lactase primária, ou seja, quando há uma diminuição dos níveis de lactase nas células intestinais.

 

Como funciona o exame Curva de Lactose?

Nesse exame são coletadas diversas amostras do paciente: uma em jejum e mais 4 amostras após consumir lactose líquida, nos tempos: 15, 30, 60 e 90 minutos.

Por meio da análise das coletas de sangue no período do exame, conseguimos identificar se houve alguma alteração na taxa glicêmica e determinar se o paciente é intolerante à lactose. Isso porque quando as enzimas de lactase funcionam corretamente é normal que haja um aumento da glicemia em 20 mg/dL ou mais, em relação à dosagem de jejum. Caso essas alterações sejam em menor valor nas quatro últimas amostras de sangue colhidas, há grande possibilidade de se confirmar a intolerância.



Confira como se preparar para o exame:

Como vimos, o exame de intolerância à lactose é indicado para pessoas que sentem desconforto ao consumir alimentos que contenham lactose. Se esse é o seu caso, procure um médico para analisar os sintomas e prescrever o exame.

Com a prescrição do exame em mãos, entre em contato com seu laboratório de análises clínicas de confiança para agendar o exame.

Se for realizar o Teste Genético não é necessária nenhuma preparação especial. O exame Curva de Lactose deve ser realizado em jejum de 8 a 12 horas, não ultrapassando 14 horas. Durante esse período, deve-se evitar qualquer tipo de alimento, incluindo balas e chicletes. Beba somente água pura. 



Intolerância ao glúten:

Outra intolerância comum é a reação imunológica ao glúten – proteína presente em cereais como trigo, centeio, cevada e aveia. A doença celíaca afeta indivíduos geneticamente predispostos e causa uma inflamação crônica no intestino, gerando problemas intestinais e fazendo com que o corpo seja incapaz de absorver nutrientes de forma eficaz.

Os sintomas costumam variar entre diarreia, perda de peso, dor, distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, puberdade tardia e artrites. Mas também existem casos em que o paciente é assintomático.

A intolerância pode se desenvolver tanto em crianças quanto em adultos e o mais importante no tratamento é mudar a alimentação, aderindo a uma dieta livre de glúten.

A detecção da doença é feita pela análise clínica do médico e uma série de exames antes e após a mudança da alimentação, isso porque não há um único teste para a confirmação da intolerância ao glúten.



Entenda como são feitos os exames:

Os exames de sangue são importantes aliados na investigação e baseiam-se na dosagem de anticorpos que o organismo produz contra a proteína glúten. A presença de anticorpos contra gliadina, endomísio e transglutaminase pode ser indicativa de intolerância ao glúten. No Laboratório Fleming você pode realizar o exame Antigliadina e Antitransglutaminase IGA e IGG, que identifica esses anticorpos. O exame utiliza uma única coleta de sangue, que deve ser realizada em jejum de 8 a 12 horas.

Há ainda o exame HLA DQ2/DQ8, nele são detectados os alelos HLA-DQ2 (DQA1*05:01, DQB1*02:01) e HLA-DQ8 (DQB1*03:02) – que estão associados a pacientes que apresentam 95% de risco de desenvolver a doença celíaca. A não detecção do HLA – DQ2 e do HLA – DQ8 confere um fator preditivo negativo para o desenvolvimento da doença celíaca. Dessa forma, se o suspeito de doença celíaca não apresentar esses marcadores, a probabilidade de se confirmar a hipótese diagnóstica é muito baixa.

Esperamos que nosso conteúdo tenha ajudado você a entender como funcionam os exames de intolerância à lactose e ao glúten. Em caso de suspeita, procure seu médico de confiança para solicitar os exames.


No Laboratório Fleming você pode contar com nossa experiência de mais de 30 anos para realizar seu exame com precisão, conforto e agilidade. Conte com a gente!